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Lamisil (Terbinafine)

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Lamisil (terbinafina) é um medicamento antifúngico usado para tratar infeções por fungos na pele, como pé de atleta, micose das virilhas e outras dermatomicoses. Atua eliminando o fungo responsável pela infeção, ajudando a aliviar sintomas como comichão, descamação e vermelhidão. Utilize conforme indicado na embalagem ou pelo seu profissional de saúde. Evite contacto com os olhos e lave as mãos após a aplicação.
Lamisil (Terbinafina) – Informação do medicamento

Lamisil (Terbinafina)

Lamisil é um medicamento à base de terbinafina, utilizado para tratar infeções causadas por fungos (micoses), especialmente dermatófitos (fungos que afetam pele, unhas e couro cabeludo). É uma opção comum em Portugal tanto para formas cutâneas como, em determinadas situações, para infeções das unhas, dependendo da formulação disponível.

Informação básica do produto

Item Descrição
Princípio ativo Terbinafina
Grupo terapêutico Antifúngico (típico da família das alilaminas)
Indicações principais Dermatofitos e algumas outras infeções fúngicas da pele e, consoante a formulação, das unhas
Apresentações Existem formulações tópicas e orais (dependendo do produto comercial). A escolha depende do local e da gravidade da infeção.
Tempo de tratamento Varia conforme a área afetada (pele vs. unhas) e a formulação utilizada

Como funciona (mecanismo de ação)

A terbinafina atua como inibidor da síntese de ergosterol, um componente essencial da membrana das células dos fungos. Ao bloquear uma etapa-chave da produção de ergosterol, ocorre:

  • Alteração da integridade da membrana do fungo;
  • Acumulação de esqualeno no interior da célula fúngica;
  • Inibição do crescimento e, em muitos casos, eliminação do fungo.

Este mecanismo é particularmente eficaz contra dermatófitos, os fungos mais frequentemente responsáveis por micoses da pele (pé de atleta, micose inguinal) e infeções das unhas (onicomicose).

Farmacocinética (como o corpo lida com a terbinafina)

A farmacocinética pode variar conforme a formulação (via oral vs. tópica). De forma geral, para a terbinafina oral:

  • Absorção: a terbinafina é absorvida pelo trato gastrointestinal e distribui-se pelos tecidos.
  • Distribuição: concentra-se em pele e, de modo relevante, em estruturas como unhas, onde pode manter atividade durante o período de crescimento e renovação.
  • Metabolismo: é metabolizada principalmente no fígado.
  • Eliminação: os metabolitos são excretados, sobretudo por via urinária.

Em tratamento de unhas, a recuperação é frequentemente progressiva: mesmo após melhoria clínica, pode ser necessário tempo para que a unha volte a crescer com aspeto saudável.

Indicações (para que serve)

As indicações dependem da formulação e da causa exata da infeção. Em geral, a terbinafina é utilizada para:

  • Micoses da pele provocadas por fungos sensíveis (p. ex., tinea/pé de atleta e micose inguinal), quando apropriado para alilaminas.
  • Onicomicose (infeção fúngica das unhas) em casos selecionados, especialmente quando a formulação oral é indicada para o tipo e extensão da infeção.
  • Outras infeções fúngicas da pele/unhas conforme avaliação clínica e o produto disponível.

A causa pode variar: nem toda alteração da pele ou da unha é necessariamente fúngica. Dermatite, psoríase, eczema, trauma ou infeções bacterianas podem imitar micoses. Se houver dúvida, uma avaliação profissional ajuda a escolher o tratamento correto.

Dose e posologia: como costuma ser usado

A dose exata depende do produto (concentração e forma farmacêutica), da idade, do peso, do local da infeção e da gravidade. Devido a esta variabilidade, siga sempre a informação do medicamento e as orientações do profissional de saúde.

Tratamento cutâneo (em geral, quando aplicável)

  • Normalmente envolve aplicação local da preparação antifúngica na zona afetada.
  • A frequência e a duração variam conforme a formulação (creme/gel/spray) e o tipo de micose.
  • Mesmo após melhoria, é habitual manter o tratamento pelo tempo recomendado para reduzir o risco de recidiva.

Tratamento oral (em geral, quando aplicável)

A terbinafina oral é frequentemente usada em regimes que variam por região e indicação, com duração típica de algumas semanas para pele e mais prolongada para unhas. Em onicomicose, o tratamento pode requerer vários meses consoante a unha (mãos vs. pés) e o crescimento.

Importante: se estiver a iniciar ou a continuar um tratamento com terbinafina, confirme no rótulo/folheto a posologia do seu produto específico.

Timing: quando esperar resultados

A melhoria pode não ser imediata. O fungo é eliminado ao longo do tempo, e a pele/unha demoram a recuperar. Como regra prática:

  • Na pele: a redução de comichão, descamação e aspeto inflamatório costuma surgir ao longo dos dias, mas a cura completa pode exigir que o tratamento seja concluído.
  • Nas unhas: a alteração de cor e espessamento pode persistir enquanto a unha doente se mantém. A recuperação acompanha o crescimento da unha (processo mais lento).

Se não houver melhoria significativa após um período razoável (que depende do tipo de micose e da formulação), é aconselhável reavaliar o diagnóstico.

Interações com alimentos

No caso da terbinafina oral, a absorção pode ser influenciada pela presença de alimentos de formas que variam entre doentes, mas, na prática, muitos esquemas permitem tomar o medicamento com ou sem alimentos conforme tolerância gastrointestinal.

Para maximizar a tolerância, pode ser útil:

  • Tomar durante ou após uma refeição se sentir náuseas ou desconforto gástrico;
  • Manter consistência no horário (por ex., sempre com o mesmo tipo de refeição).

Se houver indicação específica no seu folheto informativo, essa deve ser seguida.

Álcool e interações com medicamentos

Álcool

A terbinafina é metabolizada pelo fígado. O consumo de álcool em excesso pode aumentar o risco de problemas hepáticos em pessoas com predisposição. Durante o tratamento com terbinafina (sobretudo oral), é recomendado:

  • Evitar consumo elevado de álcool;
  • Limitar ao mínimo possível, sobretudo se existir histórico de doença hepática;
  • Procurar orientação médica se ocorrerem sintomas sugestivos de alteração hepática (ver “Perfil de segurança”).

Interações medicamentosas (visão geral)

A terbinafina pode interagir com outros medicamentos através de processos metabólicos hepáticos. É essencial informar o seu profissional de saúde ou farmacêutico sobre todos os medicamentos em uso, incluindo:

  • Antidepressivos e medicamentos que afetem o metabolismo hepático;
  • Antiarrítmicos e alguns fármacos cardiovasculares;
  • Anticoncecionais e terapêutica hormonal (dependendo do caso);
  • Outros antifúngicos (por exemplo, para esquemas combinados em situações específicas);
  • Medicamentos indutores/inibidores enzimáticos.

Alguns fármacos podem reduzir ou aumentar os níveis de terbinafina, afetando eficácia e tolerabilidade. Por esse motivo, não substitua nem ajuste doses por conta própria.

Perfil de segurança: o que saber antes e durante o tratamento

Em geral, a terbinafina é bem tolerada. Ainda assim, como qualquer medicamento, pode causar efeitos adversos. A intensidade e a frequência variam por doente e por formulação.

Efeitos adversos comuns (tópicos e/ou orais)

  • Irritação local, vermelhidão ou comichão (mais provável em aplicações tópicas).
  • Reações gastrointestinais como náuseas, desconforto abdominal ou diarreia (mais provável em uso oral).
  • Dores de cabeça ou sensação de mal-estar.
  • Alterações ligeiras de paladar podem ocorrer com alguns tratamentos orais (tendem a ser reversíveis).

Sinais de alerta (procure avaliação médica)

Contacte um profissional de saúde com urgência se surgir:

  • Sinais de possível problema hepático: pele ou olhos amarelados (icterícia), urina escura, comichão generalizada, náuseas persistentes, dor forte na parte superior do abdómen;
  • Reações alérgicas: inchaço, dificuldade em respirar, erupção cutânea extensa;
  • Erupção cutânea grave ou descamação importante da pele;
  • Alterações importantes no sangue (dependendo do caso) ou febre persistente.

Cuidados especiais

  • Doença hepática: se houver história de alterações no fígado, é particularmente importante discutir o tratamento antes de iniciar terbinafina oral.
  • Gravidez e aleitamento: a utilização deve ser avaliada caso a caso pelo profissional de saúde, considerando benefícios e riscos.
  • Crianças: a posologia e a adequação dependem da idade e do produto específico.
  • Idosos: podem ser mais sensíveis a interações medicamentosas; confirme a lista de fármacos em uso.

Dicas práticas para utilizar corretamente

A eficácia da terbinafina não depende apenas do medicamento, mas também da forma de uso e dos cuidados para evitar reinfeção.

Se for uma formulação tópica

  • Higienize e seque a zona antes da aplicação.
  • Aplique numa área ligeiramente mais ampla do que o limite visível da infeção, conforme recomendado.
  • Evite aplicar perto de olhos e mucosas, a menos que o produto indique.
  • Lave as mãos após a aplicação (a não ser que esteja a tratar as próprias mãos e a área o exija).
  • Se usar penso/oclusão, siga orientação do produto e do profissional de saúde.

Se for tratamento oral (p. ex., onicomicose)

  • Tome o medicamento no horário habitual e conclua o ciclo recomendado.
  • Evite falhas: se se esquecer de uma dose, siga a orientação do folheto ou confirme com a farmácia.
  • Faça acompanhamento se surgirem sintomas sugestivos de efeitos adversos.
  • Para unhas, a melhoria acompanha o crescimento: aguarde o tempo necessário antes de concluir que “não funcionou”.

Medidas para reduzir reinfeções

  • Mantenha pés e calçado secos (meias trocadas, secagem adequada).
  • Evite partilhar toalhas, lâminas ou corta-unhas.
  • Em onicomicose: após melhorarem as unhas, pode ser útil manter medidas de higiene e verificação regular.
  • Caso use instalações públicas (piscinas/ginasios), considere calçado de proteção.

Opções alternativas

Dependendo do tipo de micose e do local afetado, existem outras alternativas antifúngicas. Algumas podem ser apropriadas em casos mais leves ou quando a terbinafina não é a melhor opção.

  • Azóis tópicos (por ex., clotrimazol, miconazol, cetoconazol) – úteis em micoses superficiais.
  • Ciclopirox ou outros antifúngicos tópicos em algumas situações de unhas (dependendo do produto).
  • Antifúngicos orais alternativos (ex.: itraconazol, fluconazol) – para situações selecionadas.
  • Medidas adjuvantes: limpeza, secagem, higiene do calçado e tratamento do ambiente (meias/palmi lhas) quando aplicável.

A escolha depende do diagnóstico (pele vs. unha, extensão, espécie fúngica provável) e do perfil do doente. Se a infeção não estiver a responder, pode ser necessário confirmar o diagnóstico e avaliar uma alternativa.

Conselhos específicos para diferentes situações comuns

  • Pé de atleta: costuma melhorar com tratamento antifúngico local e medidas para manter a zona seca.
  • Micose inguinal: a fricção e humidade pioram; manter a zona seca e escolher o antifúngico adequado ajuda.
  • Onicomicose: a terapia exige paciência. Mesmo após melhoria, pode demorar até o segmento saudável substituir o afetado. Além disso, a unha pode acumular alterações irreversíveis — por isso a avaliação periódica é útil.

Contexto no mercado e enquadramento em Portugal

Em Portugal, os medicamentos são disponibilizados e comercializados de acordo com a regulamentação aplicável e sob regras de distribuição e controlo. A disponibilidade de Lamisil (terbinafina) pode variar consoante:

  • A apresentação (tópica vs. oral) e a concentração;
  • A existência de diferentes marcas/apresentações equivalentes ou genéricas;
  • Autorização de introdução no mercado, condições de prescrição/dispensa e orientações nacionais.

As recomendações de tratamento e as práticas clínicas podem atualizar-se com base em evidência e orientações de organismos de saúde. Quando existem mudanças relevantes, a informação do produto e a comunicação em farmácia ajudam a garantir o uso correto.

Orientações recentes e boas práticas

Embora as normas possam evoluir, algumas boas práticas mantêm-se:

  • Confirmação do diagnóstico quando há dúvida (nem toda alteração é fúngica).
  • Adesão ao tempo de tratamento para reduzir recorrência.
  • Atenção a sinais de toxicidade, especialmente hepática no uso oral.
  • Reforço de medidas preventivas (higiene, secagem e redução de reinfeção).

Se estiver a iniciar tratamento com terbinafina oral ou a repetir ciclos, discutir com um profissional de saúde pode ajudar a avaliar risco-benefício, sobretudo em presença de outras medicações.

Disponibilidade, entrega e como encomendar

A disponibilidade de Lamisil (terbinafina) pode variar consoante a apresentação e o stock do momento. Em geral, numa farmácia online em Portugal, pode encontrar:

  • Informações claras sobre forma farmacêutica, concentração e quantidade;
  • Opções de entrega ao domicílio ou levantamento, conforme serviço disponível;
  • Indicação de prazos estimados e custos de envio, que podem depender da zona e modalidade de entrega.

Ao escolher o produto, confirme:

  • Se é a apresentação tópica ou oral;
  • Concentração e tamanho da embalagem;
  • A correspondência com a indicação pretendida (pele vs. unha).

FAQ – Perguntas frequentes

1. Lamisil serve para qualquer micose?

Lamisil (terbinafina) é eficaz sobretudo em infeções por fungos sensíveis, frequentemente dermatófitos. No entanto, nem todas as micoses respondem da mesma forma. O local (pele/unhas) e o diagnóstico são determinantes.

2. Em quanto tempo começo a notar melhorias?

Em micoses da pele, muitas pessoas observam melhoria ao longo dos primeiros dias. Em onicomicose, a melhoria acompanha o crescimento da unha, pelo que pode levar mais tempo. Se não houver evolução, considere reavaliar o diagnóstico.

3. Posso beber álcool durante o tratamento?

É recomendado limitar ou evitar consumo elevado, sobretudo no uso oral, devido ao metabolismo hepático. Se tiver doença do fígado ou surgir qualquer sinal de alerta, procure orientação médica.

4. A terbinafina pode interagir com os meus medicamentos?

Pode. Informe a farmácia sobre todos os medicamentos em uso (incluindo medicamentos “não sujeitos a receita” e suplementos), para verificar interações potenciais, principalmente no uso oral.

5. E se eu me esquecer de uma dose?

A conduta pode variar conforme o tipo de formulação e o intervalo do regime. Em geral, não deve duplicar a dose. Consulte o folheto do produto ou confirme com a farmácia qual é a melhor atitude para o seu caso.

6. É normal a unha ficar ainda feia depois de algum tempo?

Sim. Nas infeções das unhas, mesmo após o fungo ser controlado, a unha pode continuar com aspeto alterado enquanto o crescimento saudável substitui a parte afetada.

7. Quando devo procurar ajuda médica?

Se surgirem sinais de reação alérgica grave, erupção cutânea importante, sintomas persistentes no estômago/intestino, ou sinais sugestivos de problema hepático (icterícia, urina escura, dor abdominal intensa), é importante procurar avaliação.

8. Existem alternativas ao Lamisil?

Sim. Dependendo do tipo de micose, podem existir opções com azóis tópicos, outros antifúngicos tópicos para unhas ou antifúngicos orais alternativos, bem como medidas preventivas. A escolha deve considerar diagnóstico e extensão da infeção.

9. Como posso evitar a reinfeção do pé de atleta?

Mantenha a área seca, use meias limpas, areje o calçado, evite partilhar toalhas e calçado e considere calçado de proteção em espaços comuns (ex.: balneários). Estas medidas reduzem recidivas.

10. Posso usar o produto em simultâneo com outros cremes?

Algumas combinações podem ser possíveis, mas nem sempre é aconselhável misturar ou sobrepor sem orientação. Se estiver a usar outros produtos na mesma zona, confirme com um profissional para evitar irritação ou perda de eficácia.

Resumo para uma utilização segura

  • Lamisil (terbinafina) é um antifúngico útil para micoses por fungos sensíveis.
  • O tempo de tratamento pode variar; especialmente nas unhas é normal precisar de vários meses até melhoria completa.
  • No uso oral, atenção ao fígado, interações medicamentosas e consumo elevado de álcool.
  • Manter higiene, secagem e medidas para reduzir reinfeção aumenta a probabilidade de sucesso.

Nota: A informação apresentada é geral e não substitui a leitura do folheto informativo do produto nem a avaliação clínica. Em caso de dúvidas sobre adequação, duração ou associação com outros medicamentos, consulte um profissional de saúde ou a farmácia.

Informação adicional

Dosagem: No selection

250mg

Embalagem: No selection

10 pill, 30 pill, 60 pill, 90 pill, 120 pill